Sobre o projeto
Quem sou eu?
Sou a fundadora de A Ciência do Quotidiano, mas sou primeiramente mãe de um menino ainda bebé.
Os dias são feitos de fraldas, refeições apressadas, manchas inesperadas, brinquedos espalhados e decisões constantes — muitas delas pequenas, mas nem por isso irrelevantes.
Sou também responsável por um pequeno “zoo” doméstico: cães, gatos, um furão, uma coelha e uns passarinhos. A gestão diária envolve alimentação específica, higiene, compatibilidades comportamentais, enriquecimento ambiental e atenção contínua ao bem-estar de espécies diferentes sob o mesmo teto.
A vida é prática. Exigente. Real.
Além disso, sou Técnica Superior de Diagnóstico e Terapêutica, na área de Imagem Médica e Radioterapia. Trabalho diariamente com tecnologia médica avançada, protocolos rigorosos e decisões que exigem precisão e pensamento crítico.
Talvez por isso me seja difícil aceitar explicações vagas no quotidiano.
Quando leio um rótulo de detergente, procuro entender os tensioativos e o que realmente fazem.
Ao escolher um creme, penso na formulação e na função de cada componente.
Se compro um utensílio ou um brinquedo, questiono materiais, estabilidade, segurança e degradação ao longo do tempo.
Não por obsessão.
Mas por responsabilidade.
A maternidade intensificou essa postura. A exposição constante a produtos, ambientes e decisões que afetam diretamente outra pessoa tornou-se uma questão prática, não teórica.
O mesmo acontece com os meus filhos de 4 patas. O interesse por espécies menos convencionais levou-me a estudar necessidades nutricionais específicas, enquadramento legal, exigências ambientais e implicações éticas da detenção de animais exóticos. Tenho particular interesse por espécies exóticas — não apenas como simples curiosidade, mas principalmente como desafio de conhecimento e responsabilidade bem fundamentada.
Porque surgiu A Ciência do Quotidiano?
Porque a ciência não está apenas nos laboratórios.
Está na cozinha, na pele, nos materiais, nas escolhas de consumo, na forma como limpamos uma superfície ou escolhemos um colchão.
A Ciência do Quotidiano nasce dessa interseção entre vida real e pensamento crítico.
Não para alarmar, mas para esclarecer.
Nem para simplificar em excesso.
Espero que o conhecimento e o estudo que partilho aqui te sejam úteis nas tuas próprias decisões do dia a dia.
Se este espaço ajudar a explicar mecanismos, separar evidência de marketing, esclarecer dúvidas e a olhar para o quotidiano com mais consciência e menos mitos, então já terá valido a pena.
A ciência aplicada só faz sentido quando melhora a vida real.
